Diagnosticar, do ponto de vista da etimologia, significa discernir, distinguir. O uso cotidiano lhe deu outro alcance que inclui procurar as causas de um problema.
De um ponto de vista conceitual, o diagnóstico se realiza para influir em uma realidade que se necessita prognosticar. A fundamentação faz com que um diagnóstico seja seguro ou não.
Todo diagnóstico inclui os aspectos intuitivos com os quais um indivíduo se aproxima a um problema novo. A diferença entre os diagnósticos não está na intuição, e sim no que fazer a partir da informação que ela oferece.
Encontramos cinco níveis de diagnóstico:
1) O intuitivo – analógico
2) O descritivo
3) O estático
4) O causal
5) O funcional
O diagnóstico intuitivo – analógico
O diagnóstico intuitivo aborda a realidade desde as percepções subjetivas de um indivíduo.
Denominamos diagnóstico intuitivo àquele que não utiliza nenhuma fundamentação para validar a intuição.
O diagnóstico descritivo
É o diagnóstico que resulta da descrição dos aspectos visíveis de uma realidade, dos sintomas da mesma. É um diagnóstico funcional para a solução de problemas simples.
O diagnóstico estático
É o diagnóstico baseado na análise de uma realidade. Para poder analisar algo, deve-se poder fixá-lo e, portanto, a análise sempre é estática. Este diagnóstico é funcional para a solução de problemas simples em campos que possuem um alto nível de componentes formais ou racionais.
O diagnóstico causal
Está baseado na compreensão da realidade como um sistema. É um diagnóstico sistêmico que analisa a realidade como um sistema em funcionamento. Este diagnóstico é funcional para resolver problemas complexos com um baixo nível de ambigüidade.
O diagnóstico funcional
Está baseado no emprego dos conceitos que subjazem a uma realidade observada de um ponto de vista funcional. Este diagnóstico é funcional para a solução de problemas de alta complexidade que possuam componentes ambíguos.
O diagnóstico seguro
Um diagnóstico é seguro quando inclui todos os níveis de análise. Nesse caso podemos dizer que temos um conhecimento seguro dessa realidade. O custo em energia que isso implica é muito alto. Por isso, tende-se a utilizar diagnósticos que são confiáveis, ainda que não seguros, e a observar a evolução da realidade para validá-los.
As perguntas que serão respondidas no Unicist Tweetinar são:
- Para o que se fazem diagnósticos?
- Para o que servem os diagnósticos intuitivos?
- Em que se sustentam os diagnósticos funcionais?
- Para o que servem os modelos de validação matemática?
- Para o que servem os modelos de validação conceitual?
- Para o que serve a metodologia dos 5 por que?
- Quais são os 5 por que necessários?
Acesse um Unicist Tweetinar sobre esta matéria em:
http://www.academic.unicist.org/br/unicist_tweetinars.shtml
Convidamos-lhe a ser nosso hóspede na Biblioteca Unicista para conhecer o “Hiperrealismo nos Negócios”: http://www.unicist.com/index-br.php
Peter Belohlavek
NOTA: The Unicist Research Institute é a organização pioneira na investigação em ciências da complexidade. Mais de 4.000 investigações ontológicas foram desenvolvidas desde 1976 até Julho 2011, no campo da evolução individual, institucional e social, incluindo o desenvolvimento de soluções guiadas por objetos de negócio de base ontológica para empresas.